O proprietário do estabelecimento estava no local com a mulher quando ocorreu o incidente, portanto não teve intenção de matar, afirmou o advogado
Guilherme Waltenberg, do 
A fachada da boate Kiss, onde ocorreu um incêndio que matou pelo menos
231 pessoas: um dos proprietários do estabelecimento teria solicitado
que bombeiros fizessem vistorias no local, disse seu advogado
São Paulo - O advogado Jáder Marques, que defende o empresário
Elissandro Spohr, o Kiko, um dos proprietários da boate Kiss, em Santa
Maria, no Rio Grande do Sul, onde um incêndio
matou 235 pessoas na madrugada do domingo (27), rechaçou, nesta
quarta-feira, a hipótese de homicídio doloso - quando há intenção de
matar - para o caso, alegando que o proprietário estava no
estabelecimento acompanhado de sua mulher grávida quando teve início o
fogo.
"Ele não tinha essa consciência porque ele estava dentro dela. Ele estava com a mulher dele e o futuro filho. Ele não assumiu o risco porque ele não tinha consciência que aquilo ali pudesse causar o que causou", afirmou o advogado durante coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira.
Marques afirmou ainda que o proprietário da casa noturna está "emocionalmente instável" desde o acidente e que, inclusive, chegou a tentar suicídio na noite de terça-feira. "Há um quadro de instabilidade emocional dele (Kiko). Houve uma tentativa de suicídio ontem. Ele está controlado por medicações e contenção física, ele está algemado na cama", informou Marques. Essa instabilidade, disse o advogado, é ocasionada pelo seu cliente ter perdido "amigos e funcionários" durante o incêndio. "O Kiko sofreu a perda de seus amigos que também são funcionários dele. Não é possível imaginar que ele esteja alheio, que não tenha sentimentos com relação a isso", afirmou.
Sobre a alegação de que a casa estaria funcionando com o alvará vencido, Marques disse que o proprietário tinha feito reformas no local e já tinha solicitado aos bombeiros para que fizessem vistorias, o que não aconteceu. "A casa estava funcionando e estava esperando vistoria do governo. A tentativa de solução dos problemas de ruído (que segundo o advogado a boate havia resolvido) precisa ser feita antes da vistoria", disse.
O advogado citou ainda uma vistoria da lei antifumo, que a casa teria passado sem problemas. "Ele foi fiscalizado de surpresa pela vigilância antifumo, ele passou ileso por essa vigilância", afirmou.

REUTERS/Ricardo Moraes
"Ele não tinha essa consciência porque ele estava dentro dela. Ele estava com a mulher dele e o futuro filho. Ele não assumiu o risco porque ele não tinha consciência que aquilo ali pudesse causar o que causou", afirmou o advogado durante coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira.
Marques afirmou ainda que o proprietário da casa noturna está "emocionalmente instável" desde o acidente e que, inclusive, chegou a tentar suicídio na noite de terça-feira. "Há um quadro de instabilidade emocional dele (Kiko). Houve uma tentativa de suicídio ontem. Ele está controlado por medicações e contenção física, ele está algemado na cama", informou Marques. Essa instabilidade, disse o advogado, é ocasionada pelo seu cliente ter perdido "amigos e funcionários" durante o incêndio. "O Kiko sofreu a perda de seus amigos que também são funcionários dele. Não é possível imaginar que ele esteja alheio, que não tenha sentimentos com relação a isso", afirmou.
Sobre a alegação de que a casa estaria funcionando com o alvará vencido, Marques disse que o proprietário tinha feito reformas no local e já tinha solicitado aos bombeiros para que fizessem vistorias, o que não aconteceu. "A casa estava funcionando e estava esperando vistoria do governo. A tentativa de solução dos problemas de ruído (que segundo o advogado a boate havia resolvido) precisa ser feita antes da vistoria", disse.
O advogado citou ainda uma vistoria da lei antifumo, que a casa teria passado sem problemas. "Ele foi fiscalizado de surpresa pela vigilância antifumo, ele passou ileso por essa vigilância", afirmou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário